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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Afro-Brasilidade





Tão rica a cultura daqueles povos
Que resistiram a tantos atos desumanos
Aqui ecoaram fortemente todo seu pranto
Disseminando sua arte com encanto

Alvos de grande preconceito
De uma sociedade sem bons preceitos
Lutam pela igualdade e equilíbrio dos direitos
Com suor e ardor para vencer o desrespeito

Manifestaram-se através da capoeira
Do acarajé, do abará da baiana
Na simplicidade do berimbau
No gingado e na musicalidade do samba

Todas as características e costumes
Misturaram-se nesse caldeirão enorme
Em que negros, índios e brancos
Deram vida a essa cultura tão nobre.




Felipe Paiva

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Talvez

Talvez você não exista
Seja só um sonho meu
Mas sua beleza, simplicidade e inteligência
Desperta um encanto no meu eu

Talvez você não exista
Seja só um sonho meu
Mas seus lábios, seu olhos
Meu corpo estremeceu

Talvez você não exista
Seja só um sonho meu
Mas sua voz e seu jeito meigo
Meu sorriso enriqueceu

Talvez você não exista
Seja só um sonho meu
Mas seu agradável aroma
Meu sentido envolveu

Talvez você não exista
Seja só um sonho meu
Mas de onde vem tanto amor e ciúme ?
Se o meu corpo não já estremeceu ?

Talvez você exista
Seja o grande sonho meu
Pois sempre que estou ao seu lado
Sinto que minha alma, de amor, desfaleceu




Felipe Paiva

sábado, 30 de outubro de 2010

Mito da Caverna (Um final diferente)

       Platão tenta mostrar a um indivíduo a beleza da realidade, para o mesmo se livrar das sombras que o aprisionam.


Platão
Ei, você do século XXI
Que se diz tão avançado
Diga-me como vê a vida
Com brilhantismo ou atrasado.

 Eu sou de uma época distante
E posso te dizer
Não há nada como ver os contornos definidos da realidade
Ter felicidade, viver.

Então, pra você agora vou chamar o colorido
É um amigo das antigas e que sempre está comigo
Ele não é de briga, mas vou logo lhe dizer
Vai batalhar contra suas sombras lhe ensinar a viver

Colorido
E ai meu caro... Eu sou o tal colorido
Que vem lutar contigo contra este grande inimigo
Sem Hipocrisia, Sou eu a verdade
Logo, venha cá comigo pular o muro para a liberdade

Sombras
Deixe meu prisioneiro aqui
Ele não se importa com o mundo real
Ele não quer saber dos problemas da sociedade
Ele só quer viver no universo virtual

Por que enxergar a miséria, a fome e as guerras
Já que neste mundo não existe nenhuma coisa bela
O que ele faz é correto
Enxergar o teatro das sombras que é muito mais belo

Colorido
Na Terra existem muitas diferenças
Que ele pode ajudar a mudar
Não precisa ser o pequeno príncipe
Só basta querer, poder e tentar

Indivíduo
Depois de muito tempo
Hoje me sinto tranqüilo
Nunca mais verei as sombras
Imaginarei e enxergarei o verdadeiro colorido

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Pandeiro!





Esse instrumento que veio da Arábia
No Brasil tornou-se popular
Ganhou seu espaço no choro e em orquestras
No Carnaval não se pode dispensar

Pandeiro é sinônimo de festa
Na roda de samba tem que sempre estar
Sem ele o samba fica brega
E perde a vontade de sambar

O Pandeirista a sorrir
O pagode sempre anima
Faz um samba com as mãos
Com os pés mostra toda a sua ginga

Se você está muito triste
As batidas do pandeiro irão te levar
Pois ele contagia, traz alegria
Faz seu mundo vibrar

Agora amigo, nunca esqueça
Que a  vida é um Pandeiro
É só preciso
SAMBAR.



Felipe Paiva

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Violência Urbana


Um crime está acontecendo
Em toda a sociedade
É a violência urbana
Destruindo a liberdade

Liberdade antes era muita
Hoje só vemos confusão
Desrespeito entre as pessoas
Falta de educação

Leis não são respeitadas
E as pessoas fazem o que quer
Prejudicando o próximo
Humilhando a quem quiser

Assalto a mão armada
Sequestro e prostituição
Drogas, bebidas alcoólicas
Pedofilia de montão

Muitos não concordam
Mas ficam calados
Com um grande medo
De serem o próximo alvo

Todos esses maus-atos
Tem um nome específico
Violência Urbana
Temos que lutar contra isso!


Felipe Paiva